Institucional
Home
Quem Somos
Diretoria
Presidentes
Estatuto
Prestação de Contas
Ação Social
Homenagens
Reconhecimentos
Categorias
Eventos
Noticias
Links Culturais
Apoiadores
Fale Conosco
 
 
Necessidade de trabalho atrai mais de 250 barraqueiros ao Rocio
Mais de 250 comerciantes conhecidos por “barraqueiros” permanecem no corredor de feira da Festa de Nossa Senhora do Rocio até o próximo domingo (16). Após esta data, a previsão é que os comerciantes se desloquem da festividade, já que a água e luz devem ser desligadas nas próximas semanas. Até lá, as famílias de barraqueiros ainda têm muito chão para enfrentar durante as três noites que antecedem o término do evento. Isso porque a maratona de festa garante o lucro em troca da ausência de conforto.

 Acostumados com os detalhes de estadia, alimentação e até mesmo higiene pessoal, os “barraqueiros” alegam que esta é a única forma que possuem para garantir a sobrevivência. É o caso da feirante Eliana de Freitas, natural do Ceará. Há mais de dez anos ela trabalha na Festa do Rocio e acredita que a rotina pesada é recompensada por lucros extras. “Estamos acostumados com a falta de conforto. A festa é válida para a nossa sobrevivência de vida”, diz a comerciante. Ela explica que o seu cotidiano resume-se em acordar muito cedo e dormir tarde. Na hora do sono, ela e as funcionárias organizam colchões distribuídos embaixo das mesas que durante o dia funcionam como bancadas para a exposição de roupas. “Para lavar roupa a gente arruma uma torneira ou a casa de algum vizinho que aluga o banheiro. Assim a gente vai se virando”, diz Eliana. Ela explica que os gastos são altos em todas as festas que freqüenta, mas que são compensados pelas vendas. “O banheiro nós pagamos 2 reais por dia e para comer vamos em um barraca que serve como restaurante”, diz a comerciante.

A esperança de retornar o mais breve possível para casa também faz parte do dia-a-dia das famílias de barraqueiros. Sedival de Souza reside em Curitiba e apesar da pouca distância, ele não vê a hora da chegada do fim de ano. “Dizer que esta rotina é boa ninguém pode afirmar. Acontece que já estamos acostumados a dormir no chão. Esta noite o meu colchão quase boiou por causa de tanta chuva”, declara o comerciante. Ele lembra que tem problemas na coluna e que já enfrentou problemas de cólicas e dores fortes em função das viagens por todo o Brasil. “Mesmo assim eu acredito que é melhor pagar para trabalhar em festas do que pagar aluguel caro de uma loja. Nós saímos ganhando”, diz Souza. Ele e a esposa são proprietários de uma barraca de brinquedos e acessórios para celular. “Se eu tivesse condições de sobreviver em outro trabalho com salário certo, eu parava de trabalhar aqui”, diz o comerciante.

Entre a jornada árdua destes comerciantes que viajam o Brasil todo em busca de trabalho, estão pessoas que lutam por sonhos. É o caso do jovem Rodrigo Félix (21). Há mais de três anos no ramo do comércio de confecções, Félix afirma que esta é uma escolha própria. “Eu percorro mais de 30 cidades por ano e gosto disso. Faço novas amizades e ganho a minha vida assim porque sou sozinho”, diz o rapaz. “Sinto saudades da família e tenho uma rotina um pouco incerta, mas também tenho desejos”, completa o jovem comerciante.

Fonte: Jornal Folha do Litoral

Enquete
O que você achou do site?
  
 
 
Rua Nilo Peçanha, 521 - Bom Retiro - 80.520-000 Curitiba - Pr
© 2008 CPCC - Todos os direitos reservados